Pais e filhos se sucederam, no contínuo ciclo de nasce, cresce e formam-se as famílias, desde a Revolução Industrial. Artesãos que viviam de auto-subsistência se transformaram em empregados, trabalhando até 16 horas por dia, sem descanso, junto com crianças, como escravos parcamente remunerados.
A reação social veio com os teóricos da Sociologia, entre eles Karl Marx, levando nações inteiras para um outro tipo de escravidão, a escravidão pelo estado, sem perspectivas de crescimento pessoal, com um Governo que dizia O QUE, QUANTO E ONDE SE DEVE SER PRODUZIDO.
A reação social veio com os teóricos da Sociologia, entre eles Karl Marx, levando nações inteiras para um outro tipo de escravidão, a escravidão pelo estado, sem perspectivas de crescimento pessoal, com um Governo que dizia O QUE, QUANTO E ONDE SE DEVE SER PRODUZIDO.
No Brasil
Getúlio Vargas, sob o aconselhamento de seu primeiro Ministro do Trabalho, Lindolfo Collor (avô do ex-presidente Fernando Collor), tomou a frente do processo que deveria aflorar do seio dos trabalhadores, e criou as Leis Trabalhistas. E sob os auspícios do ditado "8 ou 80", criou os Sindicatos e Leis paternalistas, com o único intuito de levar a frente seu projeto de poder. Fazendo isto passava a exercer o papel de "paizinho" da nação, e não um Presidente da República. Que método mais eficiente haveria do que este de agradar ao máximo os trabalhadores ?
Mas tudo deu certo, pois nossos pais tinham muita honra, respeito aos gerentes e nos educaram dentro desta aura de respeito.
Indústria Metalúrgica e o Partido dos Trabalhadores
Em 1980, uma classe de trabalhadores, em especial, a dos metalúrgicos, realmente explorada pela pela Autolatina (joint-venture da Ford com Volkswagen) e General Motors do Brasil, resolveu reivindicar melhorias de condições de trabalho. A luta e o esforço culminaram com a criação do Partido dos Trabalhadores em 10 de fevereiro de 1980. A situação em que eles trabalhavam realmente pedia uma medida destas.
É preciso ressaltar que não se tratava de uma exploração de pequeno grau dos trabalhadores por uma empresa, e sim uma exploração de empresas multinacionais, do primeiro setor a realmente implantar a produção departamentalizada e em série de um produto que se mostrava dos mais rentáveis no mercado, alvo da cobiça social de grande parte da população (como bem de ostentação), e que fomentaria outro setor que se tornaria poderoso no rol das indústria: a indústria petrolífera.
É preciso ressaltar que não se tratava de uma exploração de pequeno grau dos trabalhadores por uma empresa, e sim uma exploração de empresas multinacionais, do primeiro setor a realmente implantar a produção departamentalizada e em série de um produto que se mostrava dos mais rentáveis no mercado, alvo da cobiça social de grande parte da população (como bem de ostentação), e que fomentaria outro setor que se tornaria poderoso no rol das indústria: a indústria petrolífera.
A associação Indústria Automobilística com a Petrolífera é altamente relevante. Desde os anos 1970 esta associação vem crescendo, a ponto de mandar no mundo. Tudo acaba girando em torno de seus interesses. Daí a opressão que gerava sobre os trabalhadores, naquela região onde se encontrou mão de obra barata para produzir os veículos, que demandam matéria-prima da indústria siderúrgica (indústria pesada) e que demandam combustível. É a indústria mais produtiva e que gera mais tecnologia, inclusive, anos depois, a eletrônica.
A repressão no interior das fábricas era complementada pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) no exterior das citadas.
Nos fins dos anos 1970, houve uma retração do mercado interno, e houve uma pressão pelo aumento das exportações, provocando uma maior opressão sobre os trabalhadores do setor. Foi introduzida, na indústria automobilística, a microeletrônica. Com a chegada dos anos 1980 e com a redemocratização, os sindicatos puderam ressurgir.
Tensão Hierarquica
Os empresários do setor, surpreendentemente, se interessavam mais pela disciplina do que pela produtividade. A situação do mercado de automóveis estava muito boa até os meados dos anos 1970. Então, eles se utilizavam de um expediente maquiavélico, transferindo aos encarregados o poder de decidir quem seria demitido. Mas os salários dos metalúrgicos eram bons, portanto havia, mesmo com este sistema, o interesse de manter o emprego. Sofrer estava valendo a pena na Indústria automobilística.A repressão no interior das fábricas era complementada pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) no exterior das citadas.
Nos fins dos anos 1970, houve uma retração do mercado interno, e houve uma pressão pelo aumento das exportações, provocando uma maior opressão sobre os trabalhadores do setor. Foi introduzida, na indústria automobilística, a microeletrônica. Com a chegada dos anos 1980 e com a redemocratização, os sindicatos puderam ressurgir.
Metalúrgicos e Trabalhadores
A luta era dos metalúrgicos. Os trabalhadores de outros setores sequer imaginam o que eles passavam. A disciplina, para nossos pais era bem aceita e considerada ponto de honra.
Com o correr do tempo, os trabalhadores foram ganhando cada vez mais direitos e benefícios. O que era para ser um incentivo se tornou um direito adquirido e, como sempre existem os espertos, um motivo de abuso.
A mente humana é fértil em se tratando de ideias. A inteligência sabe olhar ao redor e traçar estratégias. Uma parcela dos trabalhadores descobriu que podia utilizar a infra-estrutura disponibilizada no trabalho para o seu próprio proveito.
Vamos a alguns exemplos:
O telefone da empresa pode servir, além das ligações inerentes ao serviço, para as ligações de interesse pessoal, inclusive de negócios pessoais, como por exemplo corretagem de imóveis, registro de encomendas de algo que se possa vender e até a marcação de encontros;
Os materiais da empresa, que faltem em casa, podem ser emprestados para uso próprio. Alguns nem tanto emprestados temporariamente, mas permanentemente;
Pode-se fazer um favor ao gerente, esperando uma futura contrapartida;
Pode-se atuar como espião dos atos dos colegas, esperando uma futura contrapartida;
Pode-se fazer um favor sexual ao gerente, em troca de uma promoção, ou várias, de acordo com o apetite do gerente;
Aproveitando-se da lei que o favorece, o trabalhador esperto, leso, desonesto, resiste às ordens do gerente. Resolve escolher o serviço que vai fazer, dentre aqueles que são de sua competência. E respaldado pelos Códigos de Conduta Ética, que lhe garantem uma situação confortável, quando colocado em confronto com a chefia, ele encara o gerente. Sabe que os colegas serão testemunhas a seu favor, pois quando estiverem na mesma situação terão a mesma garantia, e dita suas próprias regras de trabalho, complemento às leis trabalhistas em vigor.
A consequência é que os gerentes passam a ignorar este funcionário "encrenquinha", e a sobrecarregar os que trabalham.
E os corredores dos Tribunais Trabalhistas se apinharam de reclamantes. E os empregadores só vieram amargando derrotas, e tomando asco dos trabalhadores por causa da porção de espertalhões.
Por isso, por culpa dos maus trabalhadores, as leis trabalhistas foram flexibilizadas.
Culpa de quem ?
CULPA DE UMA MINORIA DE MAUS TRABALHADORES
Mas o que dizer deste tipo de trabalhador que tratamos ao longo do texto ? Sim, este que utiliza as Leis e os Códigos ao seu favor ?
Aos poucos compreendemos porque chegam à Brasília políticos venais, desonestos, corruptos. Eles vem do seio de uma legiãos de cidadãos corruptos.
Trabalhador que não tem honra, é corrupto. Ele rouba do empresário grande parte do salário, e ainda rouba do empresário, ao pedir na justiça "seus direitos", sem sequer cumprir com seus deveres.
Temnos políticos corruptos, porque temos trabalhadores corruptos.
Com o correr do tempo, os trabalhadores foram ganhando cada vez mais direitos e benefícios. O que era para ser um incentivo se tornou um direito adquirido e, como sempre existem os espertos, um motivo de abuso.
A mente humana é fértil em se tratando de ideias. A inteligência sabe olhar ao redor e traçar estratégias. Uma parcela dos trabalhadores descobriu que podia utilizar a infra-estrutura disponibilizada no trabalho para o seu próprio proveito.
Vamos a alguns exemplos:
O telefone da empresa pode servir, além das ligações inerentes ao serviço, para as ligações de interesse pessoal, inclusive de negócios pessoais, como por exemplo corretagem de imóveis, registro de encomendas de algo que se possa vender e até a marcação de encontros;
Os materiais da empresa, que faltem em casa, podem ser emprestados para uso próprio. Alguns nem tanto emprestados temporariamente, mas permanentemente;
Pode-se fazer um favor ao gerente, esperando uma futura contrapartida;
Pode-se atuar como espião dos atos dos colegas, esperando uma futura contrapartida;
Pode-se fazer um favor sexual ao gerente, em troca de uma promoção, ou várias, de acordo com o apetite do gerente;
Culminando nos exageros
Então o trabalhador percebe que pode auferir um ganho muito maior. Receber tudo o que a empresa pode lhe dar SEM TRABALHAR.Aproveitando-se da lei que o favorece, o trabalhador esperto, leso, desonesto, resiste às ordens do gerente. Resolve escolher o serviço que vai fazer, dentre aqueles que são de sua competência. E respaldado pelos Códigos de Conduta Ética, que lhe garantem uma situação confortável, quando colocado em confronto com a chefia, ele encara o gerente. Sabe que os colegas serão testemunhas a seu favor, pois quando estiverem na mesma situação terão a mesma garantia, e dita suas próprias regras de trabalho, complemento às leis trabalhistas em vigor.
A consequência é que os gerentes passam a ignorar este funcionário "encrenquinha", e a sobrecarregar os que trabalham.
E os corredores dos Tribunais Trabalhistas se apinharam de reclamantes. E os empregadores só vieram amargando derrotas, e tomando asco dos trabalhadores por causa da porção de espertalhões.
Reforma Trabalhista
A história é cíclica. O comportamento humano é oscilante. Se em um tempo foi preciso deter a opressão dos empresários, agora é necessário deter a folga e o oportunismo dos trabalhadores.Por isso, por culpa dos maus trabalhadores, as leis trabalhistas foram flexibilizadas.
Culpa de quem ?
CULPA DE UMA MINORIA DE MAUS TRABALHADORES
Nossa opinião
Tanto se fala em corrupção política, e as cadeias estão se enchendo destes escroques, ladrões dos cofres públicos.Mas o que dizer deste tipo de trabalhador que tratamos ao longo do texto ? Sim, este que utiliza as Leis e os Códigos ao seu favor ?
Aos poucos compreendemos porque chegam à Brasília políticos venais, desonestos, corruptos. Eles vem do seio de uma legiãos de cidadãos corruptos.
Trabalhador que não tem honra, é corrupto. Ele rouba do empresário grande parte do salário, e ainda rouba do empresário, ao pedir na justiça "seus direitos", sem sequer cumprir com seus deveres.
Temnos políticos corruptos, porque temos trabalhadores corruptos.
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